sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Quinta - Feira, o novo dia D

Nesta quinta - feira que passou a nossa equipa voltou a ter uma baixa, desta vez foi o Carlos que não pode comparecer ao encontro, restámos apenas dois sobreviventes, eu e o Gonçalo. Não encontraria mote melhor para iniciar esta sesson report do que esta palavra... "Sobreviventes", pois a noite reservou-nos dois magníficos duelos de Memoire 44 onde o objectivo é mesmo esse, sobreviver à ofensiva inimiga com unhas e dentes, ou neste caso com balas e canhões.

Começámos por um cenário já aqui retratado anteriormente onde o Gonçalo me limpou o "sebim" com as tropas aliadas, um desembarque ao género de Normandia, com uma praia de cenário e um batalhão de tropas especiais contra meia dúzia de Alemães um pouco desprevenidos. Nessa altura ele atacou-me pelos dois flancos e eu para tentar acudir a todos os fogos acabei por ser aniquilado facilmente.
Desta vez trocámos papeis, eu comandei os aliados e ele os Alemães. Ao contrário daquilo que ele tinha feito eu escolhi apenas o flanco esquerdo e ataquei com muitos homens por aí, tentando escapar ao tiros da artilharia e aproveitando o facto deles poderem andar duas casas e mesmo assim dispararem. Ele reagrupou as tropas dele mais atrás e tentou resistir como pode. Ele não teve muita sorte com as cartas o que lhe dificultou muitas vezes as acções, enquanto isso eu fui enfraquecendo-o acabando por lhe ganhar como mostra a primeira fotografia.
A segunda batalha teve como cenário um bosque, penso que já em terras Francesas, desta vez tirámos à sorte e tornei a ficar com os aliados. Os meus Homens desta vez eram da Resistance Francese, eram menos por batalhão (3), mas movimentavam-se melhor por entre as florestas, pois uma vez lá dentro, não só se protegiam dos panzers alemães como podia atacar de imediato. O Gonçalo podia contar com duas unidades de 4 panzers cada e mais umas 6 ou 7 de infantaria. Havia um pormenor interessante, caso eu abatesse uma unidade de panzers, valia por duas medalhas, ora se os pusesse abaixo todos ganhava o jogo. Eu sabendo disso escondi os homens nas florestas próximas deles, o Gonçalo decidiu avançar e eu encurralei-os acabando por abater essa unidade. O Gonçalo foi-me limpando uns homens mais desprotegidos e posicionando a outra unidade de panzers para esse flanco, confesso que aí vi a coisa mal parada, mas não, a minha salvação viria dos ares, numa jogada mandei vir reforços de páraquedas, uma unidade que apenas tinha um homem passou a ter novamente 3, no final, quando já tinha conseguído abater mais 3 panzers joguei a cartada final pedindo ajuda aérea, através do Air power abati-lhe duas unidades de um homem cada e cabei com o jogo.
Foi uma noite em cheio, nunca tinha ganho um jogo de Memoir, mas acima de tudo fiquei muito contente por me ter divertido à grande com o meu grande amigo Gonçalo e no fim sentir aquela sensação de... valeu a pena!
Desculpem a extensão do post, principalmente todos os que ainda desconhecem este excelente jogo de guerra, espero que vos tenha aguçado pelo menos a curiosidade...

Bons jogos

5 comentários:

soledade disse...

Boa session report. Se eu gostasse do jogo até ficaria com vontade de o jogar. O problema é que eu acho-o um bocado enfadonho e demasiado dependente da sorte. Enquanto que o jogo poderia ser um bom exemplo de como gerir a tua mão de cartas, isto acaba por não acontecer porque os dados são demasiado determinantes.
Para dois jogadores, mas mais pesadito, aconselho o Hammer of the Scots porque não é tão complicado assim de jogar e tem uma estratégia muito menos baseada em sorte.

PS

Carlos Abrunhosa disse...

Muito bem! Parabéns então pela vitória.

E em casa dele ninguém toca na chicha! Então quando se fala em dados o homem parece que convoca todos os Deuses da leitaria e geralmente é um ver se te avias... LOL

Ainda bem que se divertiram isso é que importa.

Carlos

Gonçalo disse...

Parabéns pela session report Jorge.
E parabéns pelas tuas vitórias. Foi de facto uma noite bem passada e divertida. Concordo com o Soledade, o Memoir depende muito da sorte dos dados e das cartas que saiem, embora possas fazer algumas coisas para diminuir a influência dos dados (como seja atirar mais dados para aumentar probabilidades de sucesso, ehehehe). Ainda assim, ver aquelas miniaturas todas dispostas em cenários bem conseguidos, a concentração do Jorge (e a minha) antes de atirar os dados para um combate importante, o sorriso e o brilho nos olhos quando o Jorge mostra a carta de "Air Power" antes de desferir o golpe final, fazem-me disfrutar do jogo e sobretudo ficar com a sensação, como o Jorege diz, de ter valido a pena.

Abraços e bons jogos,
Gonçalo

Jorge Teixeira disse...

Também concordo que seja um jogo com uma grande componente de sorte, mas para mim não deixa de ser um jogo muito interessante. Como o Gonçalo me disse durante o jogo, as comunicações naquele tempo nem sempre eram eficazes, por vezes as mensagens chegavam mais a um lado que a ouro (cartas que nos calham), os tiros nem sempre acertavam (dados)...ehehehe
Por isso não é sorte, faz parte do tema como vocês dizem....lol

Vou ter de experimentar esse hamer of the scots, parece que cada vez gosto mais de war games...

Abraços
Jorge

Hugo disse...

Já fiz apenas dois cenários de memoir 44 e gostei bastante. Acho interessante o factor fun. A tal ponto que comprei o jogo mais a expansão com o exercito japones.
Mas se quiserem algo mais complicado utilizando o mesmo sistema, mas a puxar mais a estratégia, aconselho vivamente o commands and colours. Esse sim, até se sentem os gritos dos homens e o som das espadas.
Quanto à session ser grande. Por amor de Deus, não se poupem aos pormenores.