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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Camelos Galácticos...!

Na passada segunda - feira, encontrámo-nos para mais uma sessão de boardgames, foi na casa do Carlos e pudemos contar com a companhia da Isabel, esposa do Carlos para uma partida de Yspahan. De salientar a ausência do Tiago e do João por motivos de força maior.

Foi a minha estreia total neste jogo e a certa altura das explicações iniciais a Isabel tomou as rédeas da apresentação o que me deixou muito contente, pois não é todos os dias que a vemos tão entusiasmada com um jogo... Estamos a fazer progressos!
Mas vamos ao jogo propriamente dito... Considero que já andava com alguma curiosidade para o conhecer, pois tanto o Gonçalo como o Carlos já me haviam dito que era muito interessante e descontraído. E foi mesmo isso que eu achei, muito descontraído, adequado a "Non gamers", muito divertido, com mecânicas simples e interessantes, com uma temática que eu adoro (Egipto), parece-me um jogo ideal para descomprimir. Nada de extraordinário, mas como objecto lúdico de descompressão cumpre na integra.
No final a vitória sorriu ao Carlos, seguindo-se o Gonçalo, a Isabel e em último moi même, pois claro... A chuça de ganhar nas estreias parece que acabou.
De seguida, já sem a companhia da Isabel, fomos a mais uma estreia para mim, "Race for the Galaxy", mais um em que estava em clara desvantagem devido ao facto dos meus companheiros já o terem jogado um bom par de vezes. Passadas as explicações, que não foram assim tão poucas, tendo em conta a quantidade de pormenores do jogo, começámos a explorar, desenvolver e colonizar os nossos planetas a fim de tirar o máximo partido das produções e consumos. Admito que quando comecei a entrar nesta dinâmica, já o jogo estava prestes acabar, ao contrário do Yspahan, este não é para todos, pois encerra nele um conjunto de mecânicas e conceitos novos (pelo menos para mim) que não é jogando apenas uma vez que se assimilam na totalidade.
No final foi o Gonçalo foi o vencedor , seguído do Carlos e mais uma vez logo atrás...eu!
Em suma, este é um jogo diferente, com uma temática interessante, mas que me deixou muitas dúvidas, principalmente no pormenor de usar as cartas para tudo,para jogar, para comprar e como recursos. Mas não sei, terei de jogar mais vezes para ter uma opinião mais formada. O nosso amigo "factor sorte" mais uma vez pavoneasse pelo jogo todo, pois se pode ser sorte eu descobrir um dado planeta, já não vejo com bons olhos passado um pouco, depois de me desfazer dele para colonizar um vizinho, tonar a ter a sorte de o descobrir de novo. Mas sou suspeito!
Em jeito de conclusão, foi mais uma noite bem passada, jogos novos, velhos amigos e muita diversão...!


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Race for the Metropolys

O Gonçalo veio cá casa e aproveitámos para jogar dois jogos. Um que começa a ser habitué e outro que foi uma estreia absoluta.
No primeiro caso, o habitué, é o Race for the Galaxy. O jogo do momento para muitos e onde eu também me incluo (é claro que ainda não joguei Brass!). A partida foi muito equilibrada e o Gonçalo acabou a ganhar-me por apenas 3 pontos quando na verdade eu pensava que tinha perdido de goleada! As nossas estratégias foram muito distintas. O Gonçalo apostou claramente na diversidade de produção e no poder de consumir e receber pontos a duplicar, misturando nesta combinação alguns bónus de cartas de desenvolvimento, eu por outro lado apostei na colonização de planetas militares e rebeldes (cartas cheias de pontos) e que no final me deram um boost de 40 pontos contra 19 d0 Gonçalo, no entanto eu só consegui conquistar 3 pontos pelo consumo enquanto o Gonçalo amealhou nada mais nada menos do que 27 pontos!
O jogo acabou por não haver mais fichas de pontos!

A estreia absoluta foi Metropolys de Sebastian Pauchon, o suiço criador do genial Yspahan, que é o jogo mais querido cá em casa pela minha mulher! Com a esperança de encontrar outra pérola decidi comprar este novíssimo trabalho de Pauchon. E não estou arrependido pela primeira amostra!
Pelo que vi, o jogo está muito bem estudado, com as diferentes cartas de objectivos secretos a serem cautelosamente equilibradas nas possibilidades que dão a cada jogador, para não beneficiar nem prejudicar uns em relação aos outros. O sistema de leilão é muito sui generis na medida em que aquilo que procuramos conquistar, muito em função da carta de objectivo secreto, pode não ser conquistado se o(s) adversário(s) cobrir(em) a nossa aposta (até aqui não há novidade...), levando a disputa do leilão para bairros, que muitas vezes, não nos interessam para nada (...está aqui!).
O nosso jogo demorou mais do que o previsto pela Ystari (30 minutos é manifestamente pouco!), mas no fim ganhei com 3 pontos de diferença para o Gonçalo. Um bom jogo que preciso de voltar a jogar para "apalpar" melhor o pulso. Acho que vai ser mais um coup de coeur da minha mulher!