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terça-feira, 3 de março de 2009

Evoluindo nos jogos de tabuleiro. Parte 2 de muitas.


Quer perceber o que é este

 “Admirável Mundo”?

Então acompanhe-me. Vamos tentar desbravar este universo tão rico.


Continuo a definir alguns conceitos que considero a base para as restantes crónicas que irei partilhar convosco. Não são básicos mas sim fundamentais. Sem a ajuda de  Maik eu não conseguiria destrinçar com esta clareza os quatro grandes grupos de jogos. Não conheço jogos de aventura e de guerra para poder me pronunciar assim. Então sobre 'wargames':


Jogos de guerra são aqueles em que  tenho  menor experiência, podendo aqui despistar-me um pouco. 

Diria que o tema é quase tão importante como para os jogos de aventura.

O objectivo, no entanto, não é contar uma história, mas uma rigorosa representação da história.

Para o alcançar, transportam frequentemente para a mesa uma pesada complexidade procedimental.

Isto é até verdade mesmo quando a a história é falsa, como o meu livro de regras do ‘Starfleet Battles’ pode atestar."


E para quem nos lê: gostam de jogos de aventura ou de guerra? Quais os favoritos?

É claro que os vossos comentários não só são bem-vindos como esperados!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Evoluindo nos jogos de tabuleiro.

Quer perceber o que é este “Admirável Mundo”?


Então acompanhe-me. Vamos tentar desbravar este universo tão rico.



Como primeiro passo, julgo fundamental definirmos alguns conceitos.

Com a amável autorização de Maik Hennebach vou apresentar algumas das suas reflexões. Citando-o então:


Vou dividir a multiplicidade de jogos em quatro grupos: jogos de aventura, jogos de guerra (wargames), eurogames e abstractos.

Ordeno-os pela importância do tema, mas importa salientar aqui que o tema tem papéis diferentes em cada género. A propósito, o objectivo aqui não é demonstrar a superioridade de qualquer um destes géneros – ‘I love ‘em all! ‘


Jogos de Aventura, exemplificado pelo avozinho ‘Talisman’, mas melhor representada por jogos actuais como Runebound, Cults across America ou Arkham Horror, vivem ou morrem com o seu tema.


Estes jogos oferecem uma história que se vai desenrolando com imprevisíveis torções de destino e/ou um contexto imersivo. Fracos exemplos como Killer Bunnies, Munchkin ou, também, Talisman não oferecem muita jogabilidade para além do tema propriamente dito. As expansões que estes jogos de aventura tendem a gerar são mais uma necessidade do que um enriquecimento.”



Deixo-vos amadurecer estas ideias, prometendo para breve a continuação.


É claro que os vossos comentários não só são bem-vindos como esperados!

sábado, 13 de dezembro de 2008

A boa acção do dia...


À dias li um artigo no AbreoJogo muito interessante de alguém que tinha servido de apoio "técnico" para duas pessoas que entraram na mesma loja de jogos em que ele estava e as tinha ajudado a comprar jogos, dando-lhe algumas dicas e conselhos.

Engraçado como hoje revivi a mesma situação!

Tive de ir a uma zona comercial aqui por Aveiro e decidi visitar a Toys'r'Us para verificar se eles tinham o Carcassone ou outro jogo dentro dos jogos que gosto! Pura curiosidade! Fui procurando e, para tristeza minha constatei aquilo que inconscientemente já sabia. A prateleira dos jogos estava pejada de Monopoly, Risk, Cluedo e afins... Bem na parte inferior das prateleiras jazia uma caixa de Carcassone, moribunda e completamente desalinhada de todas as outras coloridas caixas!

Peguei na pequena caixa da Devir e pus-lhe os olhos. Decidi dar-lhe alguma dignidade, qual soldadinho de chumbo e pu-la numa prateleira mais visivel com esperança que alguém a visse e a leva-se.

Neste entretanto chegou um casal carregado de prendas. A senhora dizia para o senhor algumas coisas como "... e se levassemos este... parece ser muito divertido..." ele respondia "... sim, mas dá para que idades...", "aqui diz oito anos" - respondia-lhe ela. Eu assistia de camarote, e com uma censuravél curiosidade ao diálogo dos dois. Interiormente sentia-me compelido a falar e a dar-lhe uma sugestão, mas como não os conhecida... decidi virar costas e voltar para casa.

Quando já me encaminhava para a saída ouvi a seguinte tirada "... importava que o jogo desse para nós também podermos jogar!". Com esta última frase, perdi a vergonha e, voltando-me, disse-lhe: "desculpem estar-me a meter, mas vejo que procuram um jogo e eu recomedaria-lhes este..." e fui-lhe buscar a caixa órfã. Disse-lhe que o jogo era muito interessante, correspondia às idades que procuravam e todos se poderiam divertir a jogá-lo. A senhora disse que a caixa lhe parecia familiar e que até tinha ganho um prémio - referia-se claro está ao logo do "Spiel des Jahres 2001" que visualmente se destaca dos tons azulados da caixa.

Despedi-me deles dizendo-lhes que o poderiam encontrar na internet mais barato mas que talvez fosse bom comprar aquele exemplar pois já vem traduzido para português. Eles agradeceram-me e finalmente pude virar costas com a minha consciencia tranquila. Tinha ajudado alguém a ver outras coisas para além de uma colorida caixa de "Party & Co. Junior"!


É claramente visível que a "geração rasca" como alguém chamou aqui à uns anos a minha geração, é uma geração aberta aos jogos, pode não ter um impulso para ser uma geração de jogadores habituais, todavia é bem mais disponível para jogar socialmente. Por isso acho muito importante que sempre que possivel consigamos chegar a essas pessoas, que mais não seja trazendo sempre um joguinho fácil para propôr aos amigos...

Fiquem bem e até breve...