quinta-feira, 17 de abril de 2008

XIV Encontros Ludopáticos (?!)

Todos os anos o designer, e grande impulsionador dos Boardgames mundialmente, Bruno Faidutti, organiza um encontro para jogar com os "amigos", numa pequena localidade francesa, chamada Etourvy.

Este ano esses encontros realizaram-se nos dias 11, 12 e 13 de Abril. Não pensem em marcar viagem para 2009 porque o senhor Faidutti só alberga alguns amigos, sobretudo designers e editores amigalhaços. Se tiverem sorte pode ser que apareça um convite para o ano, via Mac ou Angiolino (que esteve presente!) que são alguns dos seus amigalhaços (o Mac acho que não é amigalhaço, é só amigo)...

Bom, mas se vocês forem como eu, um simples jogador, que não tem esse privilégio de estar "tu cá, tu lá" com Bruno Faidutti, sempre podem contentar-se com as fotos do encontro.

Fiquem bem e até breve!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Imperial — introdução (5ª sessão)

Desta feita coube-me a mim a tarefa de fazer o relatório da sessão de Imperial. Para isso, levei comigo um caderno no qual apontei, a grosso modo, as acções de cada jogador ao longo de cada ronda.

Mas, antes de entrar em mais pormenores, vamos dar aqui um abraço ao estreante, João Pedro, que mostrou poder vir a ameaçar-nos numa próxima sessão. No entanto, para aqueles que possam já estar a querer lançar a questão "afinal como é jogar Imperial a cinco?" digo-vos que só para a semana é que vos responderemos — é que o Carlos não pôde aparecer...

Então, cá vamos:
— baralhadas as bandeiras ficaram os governos distribuídos da seguinte forma:

  • ÁUSTRIA - Gonçalo (G)
  • ITÁLIA - João Tiago (T)
  • FRANÇA - João Pedro (P)
  • GRÃ-BRETANHA - Jorge (J)
  • ALEMANHA - Gonçalo (G)
  • RÚSSIA - Jorge (J)
— o jogo teve a simpática duração de 4 horas! Tendo terminado à 20ª ronda.
— como tal, achei por bem agrupar as rondas por anos. Começando em 1914 (rondas 1-4) até 1918 (rondas 17-20).

Mas a hora já vai lançada e isto ou é bem feito ou não vale a pena! Por isso, voltem cá na 5ª-feira para saberem como tudo se passou! =)

Aqui na imagem temos o tal caderno onde fui apontando as jogadas do pessoal.
Reparem na quantidade de fábricas que o pessoal construiu entre a 6ª e a 8ª rondas...!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Numa tardinha de Domingo...

Ora viva outra vez... Hoje trago-vos mais umas horas de boardgames que passei ontem, domingo, cá por casa.


Tudo começou com uma provocaçãozinha ao meu cunhado, na sexta-feira, para uma desforra em Notre Dame. Não que tão sacro lugar mereça semelhante querela, porém Notre Dame é daqueles jogos que me apetece estar sempre a jogar... e ao Zé, o meu cunhado, a mesma coisa. Ainda por ciam o gajo tem a mania que ganha sempre! E voltou a ganhar... por 1!!!!


Bem as coisas até parece que começaram com uma alegre montagem de distritos, mensagens, colocação de carruagens nos respectivos mercados centrais dos nossos bairros, mas não! Tudo começou com Catan!


É verdade fui buscar o empoeirado Settlers of Catan ao fundo do baú, para assim agradar à Isabel, que se juntou a nós numa partidinha inicial - para abrir o apetite. E até foi bom. Primeiro por ganhei, e eu raramente ganho este jogo (sacana dos dados!), depois porque foi a oportunidade de ter a minha mulher a jogar comigo, coisa que é rara, como muitos já devem saber!


Bom, a história do jogo não é muito longa, basta dizer que os meus adversários apostaram nos campos errados e eu vi-me a receber 3 trigos e 2 lãs muito cedo... e ainda por cima ninguém me fazia oposição, pois ninguém tinha cidades colocadas no 6!!! Assim como foi muito fácil desta vez para mim também me recordo de outras vezes ter sido muito ingrato... por isso, acho que se fez justiça (hehe). No fim, aproveitou-se o bom bocado de tempo que estivémos a jogar, sobretudo porque é óptimo fazer o que gostamos com quem gostamos...


De seguida, e agora já sem a Isabel fomos para o já "marcado" Notre Dame. Agora sim, montámos as pecinhas todas e os cubinhos todos e etc e tal... Começámos a jogar e lá fomos pondo em práticas as nossas estratégias. Desta feita procurei os pontos mais cedo (em má hora) e... dei-me mal. Não porque não tenha sido uma boa estratégia, até iria ser, no enatanto um deslise inqulificável levou-me a contrair a peste e depois... bem, já sabem... perdi por 1 ponto.

Aproveitando a "embalagem" decidimos experimentar Zooloretto, agora com maior respeito pelas regras do senhor Schacht! Não demorou muito explicar o jogo ao meu cunhado, porque aquilo que eu ainda não tinha muito bem assimilado resumia-se às condições da Money Action!

Deixámos os flamingos, os camelos e os cangurus de fora e começámos a nossa aventura de preencher o nosso zoo! Jogado de forma fluída e sem grandes precalços lá passámos cerca de 30 a 40 minutos de volta do SdJ 2007. O meu cunhado gostou do jogo e concordou comigo que se trata de um bom jogo familiar sem grandes pretenções e sobretudo muito pouco adequado a quem não sabe o que é ter filhos mais novos! Sim porque isto é muito engraçado para os mais novos, mas pode se tornar numa monotonia com quem gosta de jogos a sério. Bom, acho que Zooloretto cumpre a sua função às mil maravilhas e por isso o meu 7 no BGG.

Ainda pensei propôr Pilares da Terra, mas a hora já era pouco adequada, sobretudo porque o Zé ainda tina caminho pela frente... fica para a próxima... depois de Notre Dame, claro! hehe

Fiquem bem e até breve!

sábado, 12 de abril de 2008

Municipium - imagens

Para todos aqueles, que como eu, andam em pulgas para saber novidades de Municipium - o último de Knizia - que sairá pelas mãos da Valley Games, pode ir desfrutando de algumas imagens do tabuleiro.

Mike Doyle (o Knizia dos ilustradores de Boardgames), é o responsável desta tarefa, e pelo que vimos está a ficar muito bom.

Sem mais delongas, fiquem com as imagens:

Tabuleiro

Caixa

Para quem estiver mesmo muito interessado sempre poderá fazer a pré-ordem no site da Valley Games. O preço de aprox. $ 38.47 USD valem a exclusividade de ter moedas em metal em vez das típicas moedas em cartão.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Kingsburg PC

Para aqueles que já nos acompanham à mais tempo, ainda deve estar presente o nosso fascínio pelo Kingsburg. Houve uma entrevista com os criadores e uma review do jogo.



Agora temos mais novidades. Através do próximo link já é possível experimentar Kingsburg no PC!!! Cá vai Kingsburg PC. Bons treinos!

Sessão Extra

Depois de um dia mais ou menos atribulado, passado algures entre uma Central Termoeléctrica e a Biblioteca Joanina, mandada edificar pelo mui real D. João V, senti uma enorme vontade de me sentar e jogar qualquer coisa! Lembrei-me de um convite pendente à cerca de 2/3 dias para uma partida de Race for the Galaxy.

A primeira vez que o joguei com o Gonçalo foi uma sessão mais ou menos dolorosa, porque demorámos imenso tempo até entender as regras do jogo, e a conseguir decifrar a carrada de códigos que o acompanham. Desta vez esse período de reconhecimento foi encurtado para apenas 20 a 30 minutos e por volta das 21h45 estávamos a jogar!


A mim coube-me em sorte o planeta Terra enquanto o Gonçalo começou com o planeta Nova Sparta. À medida que fomos jogando a sensação que as rodas dentadas estão a encaixar cada vez melhor, foi-se fazendo sentir, e não tardou muito a completa habituação às cartas estaminais (como lhes chamou um gajo do Sul).

Embora não tenha apontado todos os passos dados posso resumir as minhas opções aos planetas Alien de recursos improváveis enquanto o Gonçalo apostou mais nas cartas de Desenvolvimento e nos planetas azuis.


A sensação que o jogo me traz é optima e é claramente um dos melhores de 2007, quer pela dinâmica, quer pela constante vontade de saber que carta nos calha em sorte assim como a definição das melhores estratégias para rentabilizar o nosso universo galáctico! Urra, viva o RftG!
O final foi apertadinho e o Gonçalo levou a melhor com 39 contra os meus coladíssimos 38! (Tudo por causa da Isabel!!! Prived Joke)

Como a noite ainda era uma criança partimos para outra caixa com a maior brevidade que conseguimos ter. A indecisão alojou-se por segundos entre St. Petersburg, Notre Dame e a nova aquisição, de índole mais familiar, Zooloretto.

Zooloretto foi quase que rejeitado por unanimidade, não porque o ache mau, antes porque não será muito este o seu ambiente forte. Restavam os dois primeiros. Como percebi que o Gonçalo gostaria de rever St. Peterburg, que já não jogava à muito tempo... já perceberam... fui buscar a caixinha azul celeste!

Com a montagem o tabuleiro, a distribuição dos rublos e definição da ordem de jogo passaram-se 10 minutos e às 23h estávamos a começar.


O jogo correu-me de feição, sobretudo porque muito cedo usufruir do observatório e do Tax Men (1 rublo por cada verde!). Embora a essa "tendência", dada pela sorte na ordem de jogo e das cartas me tenha bafejado a mim, o Gonçalo portou-se como um senhor. Tentou por tudo rebater as diferenças e por muito tempo liderou o comando dos pontos. No entanto a minha supremacia no que toca a dinheiro disponível por ronda foi aumentando e com ela os pontos chegaram também quase como as ondas que no mar alto estão destinadas a banhar a praia (fonix, que coisa linda!).

A diferença final nem foi assim tanta 135 contra 112. Com a vantagem, no que toca a rublos, a pender para o meu lado de forma tão gritante, acho que até fiquei longe das minhas reais possibilidades.


No fim ficou a sensação agradável de um serão muito bem passado e a vontade de repetir um dia destes.

Fiquem bem e até breve.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

TrincaCon...venceu

Peço desde já desculpa pela demora na publicação deste post, mas o trabalho tem apertado e só hoje arranjei um tempinho para escrever...!
Como já sabem, no sábado passado realizou-se mais um encontro nacional de bordgames, desta feita na bonita cidade de Abrantes.
A representar Aveiro fui eu, o Gonçalo e a sua namorada Sílvia. Chegámos por volta das 11h30 e começámos logo por constatar as evidências de um espaço magnífico e uma organização pautada pelo detalhe.



Antes do almoço ainda houve tempo para um pitch car a 6, onde Aveiro colocou 2 corredores no pódio, o 1º lugar ficou para o Gonçalo e o 3º para a Sílvia. Eu disputei o 1º a contar do fim com o amigo Vasco. Depois veio um China aconselhado pelo Vasco e na companhia do Angiolino, um area control muito interesante, simples e fluído, muito rápido e entretido. Desta feita a vitória sorriu ao Angiolino que me ganhou por um misero ponto. De seguida jogámos um Crokinole a 4 com o nosso amigo Costa, mas com as regras aldrabadas, pois à tarde repetimos a dose e o Pombeiro colocou-nos a par da verdadeira forma de jogar Crokinole. Até em Abrantes jogámos um jogo mal à primeira, está-nos no sangue...!

Após um rico almoço, e que almoço meu Deus... fomos dar um passeio pelas redondezas do restaurante, apanhar um pouco de ar puro, apreciar a vista e aproveitar para planear uma nova visita a Abrantes, desta feita com o Carlos e as nossas respectivas esposas. O local é muito bom, muita sombra, muito espaço verde, um verdadeiro espaço de lazer!
Regressados da passeata fomos logo convidados pelo Soledade de Leiria para testar o novo protótipo do Marc Gerts, o "Kings of the Heaven". Eu confesso que não sou muito a favor dos jogos de 3 horas neste tipo de encontros, mas o desafio parecia merecê-lo, apesar de tudo era um jogo em fase de rodagem e fazer parte dos testes pareceu-me algo único.
Partimos então para a aventura, éramos 6, nós os 3, o Hugo (#nbs), o Soledade e o Pedro do Porto. Após uma boa explicação das regras por parte do Soledade lá fomos nós rumo ao Perú, país onde se desenrola a acção, fazer uns sacrifícios ora pelo Deus da Lua, ora pelo Deus do Sol.
O jogo à semelhança de todos os outros do Mac tem o famoso rondel, tem um mercado à semelhança de Hamburgum e tem umas expedições à boa moda das manuver's do Imperial. Ora até aqui nada de novo, pois e não fosse a mecânica dos sacrifícios e o jogo poderia-se resumir a um restile das regras dos 3 jogos anteriores do Mac acompanhadas de um tema diferente.
No final tivemos a oportunidade de discutir com o Soledade a eventual possibilidade do jogo poder vir para o mercado e concluímos unanimemente que para isso acontecer o Mac vai ter de afinar muita coisa, começando pelo mercado que está sempre pouco competitivo, passando por um par de acções que têm de ser revistas.
É neste ponto que eu afirmo (e o Gonçalo também) que valeu a pena ter estado cerca de 3 horas a jogar este jogo, pelo facto de podermos ter a oportunidade de fazer parte do processo evolutivo de um jogo a sério, imaginar as voltas que ele tem de dar para sair cá para fora oleado e a proporcionar horas de satisfação a quem o jogar. Não foi ao acaso que o Mac teve tantos anos o Imperial no laboratório e o jogo se tornou naquilo que nós conhecemos hoje. Uma coisa é certa, este "Kings of Heaven" se saísse hoje cá para fora, não lhe adivinhava grande sucesso, mas se amadurecer, for bem limado e refinado, até se poderá tornar num grande jogo.


Após este grande teste, fomos a mais uma rodada de Crokinol, desta vez o 4º elemento foi o Philip, o Runedrake. Joguei eu e ele contra o Gonçalo e a Sílvia e após um avanço de mais de 50 pontos, fomos apanhados e acabámos por perder por muitos. Um jogo muito divertido que ganhou mais 2 fãs...

Por fim fomos aprender Tichu com a ajuda da Maria João do Porto e do Pedro. Este Tichu revelou-se muito interessante, pois se ao início nos pareceu muito ao "Presidente" jogado há uns anos com as nossas tradicionais cartas, (onde também temos de responder à mão do nosso antecessor com uma mão maior) os toques orientais deste Tichu, nomeadamente as 4 cartas especiais, as bombas e as belas apostas tornam este jogo muito divertido para se jogar a 4.

A noite chegou e tivemos que vir embora, Aveiro estava a cerca de 200 Kms e teve que ser. Pelo que já vi no "Abreojogo", parece que perdemos muita coisa interessante, principalmente o Wherewolf animado pelo Jonny, esse tive pena de perder, mas fica para uma próxima... Quem sabe aqui em Aveiro, pois é, não conseguiremos trazer a Trincanela para São Bernardo, mas como diz o outro, para se jogar bastam pessoas, mesas e cadeiras... e jogos!

Resta-me agradecer em nome do JogoEu à excelente organização do TrincaCon, estava tudo perfeito, apenas um detalhe, a fasquia ficou muito elevada para futuros encontros! Excelente espaço, excelentes anfitriões (obrigado Leonardus), excelentes colaboradores (Grande Vasco, grande People of Porto), excelente comida, e a razão do encontro, GRANDES JOGOS!!!!