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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Paladares de mas una jueves

Dando cumprimento ao "religioso" encontro semanal, ontem reunimos as tropas em minha casa. As novidades (existem novidades todas as quintas-feiras, e ontem, esse facto levou o Jorge e o Gonçalo a exigir que não se comprem mais jogos novos até ao Natal...). Por este andar realmente não será fácil repetir um jogo, aliás já entrámos numa fase em que se equaciona a marcação de mais tempo para pôr a jogatina em dia. Mas isso são só pormenores, na minha opinião se pudesse, teria um jogo novo todos os dias!!! (é o tal síndrome da compulsão de aquisição de jogos via internet!! hehe). Não vejo razão para não ter jogos novos, a não ser o factor económico que me levam a não o poder fazer, porque de resto todos somos livres de jogar o que queremos, e se realmente queremos jogar jogos iguais por mais que uma vez, não é obrigatório que tenhamos de jogar os novos (isto faz-me lembrar o "mais olhos do que barriga").

Mas de volta à noite de ontem. Em primeiro lugar referir que tivemos uma convidada extra, que tanta falta fez para sermos quatro noutras quintas que já passaram, refiro-me à Sílvia. Desde já obrigado por teres vindo! A Sílvia é uma convidada de peso pois gosta pouco de perder e como tal, os níveis de vigilância aumentam substancialmente em todos os jogos por parte de todos nós, mas no fundo o que importa é mesmo o convívio e o prazer que o catano dos jogos nos proporcionam, ou não será?

A decisão dos tabuleiros a abrir recaiu numa novidade, Ra de Knizia, à imagem de uma subtil entrada de fois gras servido em pequenas tostas de pão de sésamo faustosamente decorado com bagas de mirtilo importado, Ra é daqueles belos exemplares que dá gosto ao paladar e a vista; o outro prato da noito foi numa semi-novidade para mim e para o Gonçalo, e uma novidade completa para a Sílvia e para o Jorge - El Grande, do senhor Wolfgang Kramer. El Grande assemelha-se ao peso-pesado que sempre pensámos que ele era, mas que na verdade se revelou ser apenas um peso-médio. Cai no estômago como um belo bacalhau com natas comido com moderação!

Depois de servir aos presentes todos os condimentos de RA (refiro-me aos Suns), cada um foi apreciando o paladar requintado deste aromático jogo de leilões que não é só aroma mas também um belo prato de texturas simples mas diversificas. O Jorge apostou no Nilo e as suas colheitas deram-lhe a vitória no final, com uma margem bem folgada (o rapaz está talhado para esta coisa dos leilões, lembro quem não sabe que já no Modern Art só a mulher dele é que lhe ganha!). Do veludo texturado de RA partimos em conquista da grande Espanha Medieval dos Grandes Senhores. Depois de uma breve explicação demos inicio à conquista, um pouco às cegas fomos recrutando, mais ou menos soldados que se foram alojando aqui e ali, sempre em nome de uma maioria cubista que nos levasse a pontuar o máximo no momento dedicado a isso.

Optámos por jogar a forma curta do jogo, que nos fez passar por cima das etapas 1, 4 e 7 e no final o vencedor foi o Gonçalo com um distanciamento não muito largo da segunda que foi a Sílvia, ultrapassando-me mesmo na recta final por ter beneficiado de uma escolha correcta na colocação dos seus cavalleros concentrados no castillo, e também do mesmo tipo de estratégia adoptada pelo Gonçalo que me retirou a maioria na minha província Grande. O Jorge quedou-se no último lugar, mas empreendeu uma recuperação fantástica na 2ª e 3ª ronda depois de uma 1ª ronda desastrosa (ainda não conhecia o jogo e fez más opções!)

No compto geral El Grande agradou a todos mas cada um ficou com memórias distintas nas papilas gustativas. O Gonçalo e eu continuámos a sentir o aroma adocicado deste jogo, a Sílvia ficou agradada com a enigmática fragrância dos mecanismos de jogo, enquanto o Jorge continua completamente embriagado pelo generoso e grauado Caylus (temos de repetir, porque todos gostámos dele, embora eu seja abstémio!)

Fiquem bem e até breve...