A minhas expectativas não eram muitas pois não tinha nenhuma inscrição para a oficina. Ao contrário do que possam pensar não fiquei muito desanimado pois o que mais me preocupava era ter muita assistência!
Quando cheguei, por volta das 15h45 a biblioteca estava quase vazia de utentes, apenas a professora Noémia - responsável da biblioteca - e alguns alunos.
Esperançado que pelo menos iria fazer umas partidas com a Noémia, logo percebi que também essa previsão me iria sair furada pois, com esta "loucura" do caso "Ministra da Educação", não sobra muito tempo para fazer algo em favor dos miúdos, o tempo que nos sobra é para preencher formulários e dar ideias para os criar... outras história que para aqui não interessam!
Bom, mas dizia eu que a biblioteca estava meia despida de pessoas, no entanto, depois de morfar o meu pão, dirigi-me a alguns jovens do 6º ano, que ali estavam, e fiz-lhes a proposta para uma partida de Halli Galli. Foram logo 6 a aceitar o convite, deixando-me de fora! Com todo o gosto lhes expliquei as regras e orientei as primeiras jogadas. Entretanto fui ensinando Make'n'Break a uma grupinho de dois alunos que acabavam de chegar e não tardou muito que também o For Sale saísse do saco para ser jogado por mais um grupo de raparigas. Já depois de algum tempo consegui iniciar uma partida de O Zoo le Mio, mas... não deu para terminar!
Quando a festa estava no auge, uma notícia alastrou-se como fogo pela sala - "o autocarro já chegou!". Aquilo é que era vê-los a dizer "xau" e "foi muito fixe" ou ainda "tenho de ir para o autocarro". E eu a corresponder com "não se esqueçam de se inscrever para Janeiro!"
Foi muito gratificante ter aquela malta toda entusiasmada em redor dos jogos e sobretudo com vontade de aprender e jogar.
Quando eu já fazia o meu balanço, reflectindo interiormente sobre aquelas cerca de 2h, eis que me entra pela biblioteca a minha queridíssima colega Isilda Bento acompanhada por uma outra colega chamada Fátima que apenas tinha cumprimentado uma ou duas vezes e com quem, confesso, ainda nunca tinha travado grande relação!
Os jogos têm esta magnífica capacidade de "imanizar" as pessoas, sobretudo as que ainda não se conhecem. O jogo funciona quase como uma janela que nos "defende" do exterior mas que facilmente se abre e nos permite comunicar... e quem sabe abrir a porta!
Por uma razão qualquer fiquei apenas com a Fátima e, um pouquinho a medo, propus-lhe um jogo, sem muitas esperanças... a resposta foi -"Sim, pode ser".
Tirei o meu "jogo das galinhas", como é conhecido cá em casa, e comecei a ensinar Hick Hack in Gackelwack de Stefan Dorra. Um jogo que é uma paródia e de uma simplicidade genialmente divertida!
A meio da explicação chegou a Isilda, que é uma pessoa muito bem disposta e que, com muitas reticências se juntou ao início da partida.
No meio de muita gargalhada e de umas tiradas sobre galinhas e raposas gulosas, que agora me escuso a relatar, estivémos ocupados durante cerca de 30 minutos, altura em que o dever nos chamou e fomos para a reunião de docentes que começava às 18...
Em Janeiro ficou prometida uma segunda edição da Oficina e agora talvez com mais inscrições... ou não!
Gostaria ainda de acrescentar que na minha mala seguia a minha "muleta lúdica" para grandes grupos - Time's Up!, que acabei por não poder ensaiar. Talvez se para a próxima houver mais adultos a participar o possamos tentar, numa espécie de Concurso Time's Up!
Um abraço e fiquem bem, espero que tenham gostado! Eu gostei... muito.

O jogo tem a duração de 12 ou 15 jogadas. Cada jogada tem as seguintes fases: